
Lázaro Ramos
Lázaro Ramos começou sua carreira no Bando de Teatro Olodum, um grupo só de atores negros de Salvador, no qual ficou 9 anos. Fez muitas peças de teatro e participações em programas de TV locais na Bahia. Trabalhou também como modelo. Em 1994 estreou no cinema, com uma participação afetiva no filme Jenipapo, de Monique Gardemberg, como figurante. Em seguida, fez o melhor amigo de Carla Perez no filme Cinderela Baiana. Foi só nesse momento que pôde largar seu emprego de técnico em patologia para se dedicar exclusivamente à carreira de ator. “Como minha origem é humilde e a vida sempre me impôs muitas barreiras, o estímulo da família serviu para dar uma equilibrada no ego. Se um dia eu estava começando no teatro a experimentar o glamour do palco, no outro tinha que trabalhar para sobreviver como patologista num hospital. E não há nada como uma vida real dura para ajudar a baixar a sua bola e manter seus pés no chão. Mas não é que eu seja uma Madre Teresa de Calcutá e me prive de desfrutar do sucesso e do prazer que ele traz. É muito bom ser acarinhado, reconhecido e, principalmente, ser convidado para trabalhar!”.
Em 1995, fez o espetáculo Zumbi, que começou como espetáculo de rua, foi montado em Londres, São Paulo e Belo Horizonte. Em 2000, saiu de Salvador e foi para o Rio de Janeiro, para fazer espetáculo A Máquina, de João Falcão. Para o protagonista de Madame Satã, o transformista homossexual negro, ele estudou bastante, lendo livros, vendo filmes e vídeos, fazendo aulas de capoeira e dança afro. Foi aplaudido e elogiado em diversos festivais de cinema, como uma das revelações de 2002, e ganhou diversos prêmios nacionais e internacionais pela performance em Madame Satã e em O Homem que Copiava. Em 2007 foi indicado ao prêmio Emmy pelo personagem Foguinho da novela Cobras e Lagartos.
No momento, está no elenco da série Ó paí, ó, exibida às sextas na Globo, como o personagem Roque; está no especial de fim de ano Decamerão, que vai ao ar no dia 2 de janeiro, de Guel Arraes; Jorge Furtado e apresenta e dirige o programa Espelhos, sobre o papel do negro no país, com entrevistas, documentários; e em março de 2009 vai rodar um filme chamado Amanhã Nunca Mais, dirigido por Tadeu Jungle. Faz um médico chamado Walter. Esse filme deve ser lançado no segundo semestre de 2009.

Mesmo com todo seu jeito de protestos, Tom Zé é nascido em uma família rica (a família dele ganhou na loteria), passou a infância em Irará, e depois se mudou para Salvador. Na adolescência se interessou por música, e começou a estudar violão. Tocou em programas de calouros de televisão nos anos 60. Estudou música erudita na Universidade Federal da Bahia. Nessa época, juntou-se a Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia no espetáculo Nós, Por Exemplo nº 2, no Teatro Castro Alves, em Salvador. O grupo depois foi a São Paulo encenar Arena Canta Bahia, sob a direção de Augusto Boal. Em 1968, gravaram o álbum definidor do movimento Tropicalista, Tropicália ou Panis et Circensis. Logo depois, se separaram. Tom Zé teve que voltar à Bahia, por causa de sua bolsa de estudos na universidade, e os outros ficaram no sudeste.
Passou a década de 70 e 80 avançando ainda mais seu pop experimental, sem atrair a atenção do grande público. Em 1978, no show de divulgação do disco “Correio da Estação Brás”, tocou instrumentos construídos por ele a partir de eletrodomésticos.
No final dos anos 80, foi "descoberto" pelo músico David Byrne (ex-Talking Heads). Durante uma visita ao Rio de Janeiro, Byrne comprou o disco Estudando o samba e adorou. Byrne lançou a obra de Tom Zé nos Estados Unidos, com grande sucesso de crítica. Depois de alguns anos no ostracismo, passou a atrair platéias da Europa, Estados Unidos e Brasil, especialmente após o lançamento do álbum Com Defeito de Fabricação, em 1998 (eleito um dos dez melhores álbuns do ano pelo The New York Times). Ele diz que esse período de ostracismo não foi culpa da TV, da imprensa nem do mercado. Ele diz que a culpa foi dele, por erros de estratégia que cometeu, principalmente uma falta de respeito ao público que comprou seus discos do início dos anos 70, segundo ele mesmo. Ele diz que foi um período produtivo e angustiante. “Fui enterrado vivo na distribuição do espólio do tropicalismo, em 1971.”
Atualmente, ele está lançando o disco Estudando a bossa – Nordeste Plaza. O disco reúne Tom Zé e um belo time de cantoras, uma para cada música, estão lá Mariana Aydar, Mônica Salmaso, Tita Lima, Andréia Dias, Márcia Castro, Jussara Silveira, Fabiana Cozza, Fernanda Takai, Zélia Duncan, Marina De La Riva, Badi Assad, Anelis Assumpção. Um dueto com David Byrne e uma canção que Tom Zé canta sozinho completam as 14 faixas. Entre as composições, há três parcerias com Arnaldo Antunes.
No programa, ele recebeu Mracia Castro e Fabiana Cozza e cantou, respectivamente, com elas Filho de Pato e Mulher de Música. Além disso, Tom Zé cantou sozinho João Nos Tribunias.

O grupo nasceu no centro de São Paulo quando quatro amigos músicos montaram um repertótio inusitado do pop internacional de várias épocas. A brincadeira foi crescendo até se tranformar em um disco de 14 faixas, Recycle vol. I, em 2005, só de músicas estrangeiras, que fez sucesso entre crianças, adultos, jornalistas, intelectuais, fãs.
Para o segundo disco, o grupo teve a importante missão de criar músicas nacionais. E mesclando sons, ritmos, swings, Tom Jobim, Chico Buarque, Dorival Caymmi e outros, nasceu o Super Duper, que além do repertório, chama a atenção pelo tom roqueiro. É esse o atual trabalho do grupo. No programa, eles cantaram Não Se Vá, Quizas, quizas, quizas e Sufoco.

Cléber Machado
Seu pai, Clodoaldo José Machado, trabalhou como diretor artístico de rádio e, por isso, desde criança, Cléber freqüentava os estúdios de rádio. Narrou seu primeiro jogo no final da década de 80, Corinthians e Tiradentes, em Brasília.
Na Copa do Mundo da Itália, em 1990, Cléber Machado já fazia parte da equipe de locutores da TV Globo. Narrou algumas partidas do mundial nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro. Em 1992, foi convocado para fazer o pré-olímpico de basquete nos Estados Unidos, quando surgiu a seleção dream team com os jogadores Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Patrick Ewing, entre outros. Integrou a equipe da TV Globo enviada para a cobertura das Olimpíadas de Barcelona em 1992. Narrou a competição em diversas modalidades e a conquista da medalha de ouro por Rogério Sampaio no judô. Também participou da cobertura da Copa do Mundo dos Estados Unidos (1994). No mundial, transmitiu a partida em que o jogador Diego Maradona foi flagrado no doping. Em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta acompanhou, entre outras modalidades, as partidas do vôlei de praia das duplas femininas do Brasil. Durante os jogos, fazia entradas no Jornal da Globo, dando os resultados obtidos pelos atletas brasileiros e as últimas notícias das competições. No início da década de 1990, Cléber Machado começou a fazer as transmissões de boxe nas madrugadas de sábado. Nessa época, narrou as conquistas de Acelino Popó e a luta entre Evander Hollyfield e Mike Tyson na disputa pelo título mundial dos pesos-pesados em 1997. O locutor recebeu o Prêmio Comunique-se de melhor narrador esportivo em 2004 e 2006.

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